Cuidados de saúde no Brasil – enfrentando desafios futuros

O Brasil fez grandes progressos na construção de um sistema de saúde pública, consagrando a provisão como um direito constitucional, mas a escala de oportunidades e desafios continua a fornecer um equilíbrio complexo. Daniel Greca, KPMG no Partner Management for Healthcare do Brasil, conversou com o Dr. Ed Fitzgerald, Global Healthcare Executive da KPMG, sobre sua visão sobre os problemas futuros do sistema de saúde brasileiro e seu impacto no mercado de saúde em geral.

Aclamado por enormes ganhos em saúde da população nas últimas décadas, o direito constitucional brasileiro à saúde forneceu um farol para os benefícios da cobertura universal de saúde em todo o mundo. No entanto, apesar de uma perspectiva promissora, a construção disso está se tornando mais difícil, e o sistema de saúde agora precisa adotar o poder dos dados e dos serviços digitais de saúde para melhorar a qualidade e servir as partes mais remotas e pobres do país. https://www.hospitalotorrinobrasilia.com.br/

Como o quinto maior país em área e população, existem enormes desafios no fornecimento de assistência médica de qualidade a todos os 209 milhões de cidadãos do Brasil. O sudeste do Rio de Janeiro é relativamente próspero, enquanto grande parte do norte do país é muito mais pobre em termos de educação, produção econômica e acesso a cuidados. As taxas de mortalidade materna são significativamente mais altas no nordeste.

Em 1988, o estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) prometeu ‘saúde para todos’ – acesso universal e abrangente a serviços gratuitos no ponto de uso. É um dos maiores e mais ambiciosos programas de saúde do mundo. Cerca de três quartos da população depende do SUS, enquanto o restante utiliza o setor privado.

Desde a criação do SUS, o Brasil registrou um aumento na expectativa de vida de cerca de 64,4 anos para 75,3 anos em 2017 – embora ainda seja menor do que países como Argentina, Equador e Chile. Apesar dos surtos de febre amarela, dengue, sarampo e vírus Zika nos últimos anos, o Brasil fez um bom progresso na redução de doenças infecciosas. Como praticamente todos os países, agora está lutando contra doenças relacionadas ao estilo de vida, como o diabetes.

Do ponto de vista da força de trabalho em saúde, a relação médico / paciente no Brasil é baixa, estimada em 2,1 médicos por 1.000 pessoas em 2017. Os gastos por cabeça também são baixos em US $ 848 por pessoa anualmente, de acordo com a Economist Intelligent Unit, mas o total de gastos com saúde é importante 8,6% do PIB, o que se compara favoravelmente com muitos países.

Em 2016, o progresso na área da saúde foi atingido pela imposição de duras medidas de austeridade, congelando o orçamento federal por 20 anos. No ano seguinte, o orçamento da saúde ficou aquém do mínimo prometido na constituição.
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